Natal não é cenário. É estado de espírito.

O Natal costuma chegar carregado de imagens prontas.

Luzes, cores, mesas postas, sorrisos ensaiados.

Mas, na prática, ele raramente se apresenta assim.

O Natal verdadeiro mora em outra camada.

Ele aparece no cansaço do fim de ano.

Na casa que ainda não está arrumada.

Na saudade que bate mais forte.

No desejo silencioso de estar perto, mesmo quando tudo parece demais.

Existe uma aura no Natal que não se fabrica.

Ela se sente.

É o cheiro da comida que lembra infância.

O toque de alguém que a gente ama passando por perto.

O olhar que se cruza sem pressa.

O silêncio confortável entre quem já não precisa provar nada.

Aqui, o Natal nunca foi sobre cenário perfeito.

Sempre foi sobre presença.

Sobre respeitar o tempo de cada família.

Sobre entender que nem todo sorriso vem pronto, e que tudo bem.

Sobre acolher a bagunça, o riso fora de hora, o abraço apertado, o colo que sustenta.

Fotografar esse período é menos sobre registrar uma data

e mais sobre guardar um estado emocional.

É sobre olhar para esse agora, imperfeito, intenso, real e reconhecer que ele também é digno de memória.

Porque o que fica, no fim, não é a roupa combinando.

É a sensação.

A sensação de ter estado ali.

De ter vivido.

De ter atravessado mais um ano juntos.

Que esse Natal seja menos sobre expectativa

e mais sobre verdade.

Menos sobre aparência

e mais sobre aquilo que, daqui a alguns anos, ainda vai fazer o coração apertar de leve.

Isso é o que importa.

Isso é o que fica.

Um abraço,

Andréa Leal.

andrealealfotografia

Eu sou Andréa Leal, e sempre achei importante que a minha fotografia falasse por mim.

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