O orgulho de reconhecer de onde a gente vem

Esse fim de semana, ver Pernambuco ocupar um palco tão grande mexeu comigo.

Porque não era só música, era frevo, era maracatu, era a nossa estética, o nosso sotaque, a nossa forma de existir no mundo.

E existe uma emoção muito particular em se sentir representado, em olhar para uma apresentação e reconhecer ali pedaços daquilo que também construiu a gente.

Talvez seja esse o poder das raízes. Elas não servem apenas para lembrar de onde viemos, elas nos dão identidade, nos dão pertencimento. Nos lembram que existe beleza naquilo que é nosso, justamente porque é nosso.

Hoje, no Dia Nacional do Frevo, isso ganha ainda mais força. Porque cultura não é só aquilo que a gente assiste. É aquilo que a gente carrega.

Está nas músicas que conhecemos desde pequenos, nas festas, nos gestos, nas expressões, nas histórias que ouvimos em casa, na forma como celebramos. Naquilo que um dia também vamos contar para os nossos filhos.

E talvez seja por isso que ver nossas referências ganhando visibilidade emocione tanto. Porque, de alguma forma, quando elas chegam longe, parece que um pedacinho da gente chega junto.

Existe orgulho em ser visto, mas existe um orgulho ainda maior em reconhecer quem somos quando somos vistos.

Hoje, mais do que celebrar o frevo, eu celebro isso: o orgulho das nossas raízes, da nossa história e daquilo que faz Pernambuco ser Pernambuco.

Porque conhecer de onde a gente vem também é uma forma de saber quem a gente é.

Um abraço,

Andréa Leal

andrealealfotografia

Eu sou Andréa Leal, e sempre achei importante que a minha fotografia falasse por mim.

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