As pequenas cenas da infância que a gente não percebe até sentir falta

Tem coisas que a gente vive todos os dias e, justamente por isso, não percebe o valor que têm.

Não são os grandes acontecimentos.
Não são os momentos planejados.

São as pequenas cenas.

O jeito que a criança encosta no colo sem pedir.
A forma como segura a mão com força ao atravessar a rua.
O olhar que procura a mãe mesmo quando tudo parece tranquilo.

Coisas simples, quase invisíveis no meio da rotina.

E talvez por serem tão frequentes, a gente acredita que vão estar ali para sempre.

Mas não ficam.

A infância muda em silêncio.

Sem avisar.

Um dia, o colo já não é mais necessário.
A mão se solta.
A rotina muda.

E aquelas pequenas cenas, que pareciam comuns, passam a fazer falta.

Nos últimos dias, em meio a tantas referências, conversas e estudos sobre fotografia, uma coisa ficou ainda mais clara para mim:

o que realmente importa não está nos grandes momentos.

Está nesses fragmentos do cotidiano que quase passam despercebidos.

Talvez seja por isso que a fotografia de família tenha um valor que só cresce com o tempo.

Ela não registra apenas como alguém estava.

Ela guarda aquilo que, muitas vezes, a gente só entende depois.

Um gesto.
Um hábito.
Um jeito de ser.

Coisas que, no presente, parecem simples…
mas que no futuro se tornam memória.

E talvez seja esse o maior sentido de fotografar famílias.

Não congelar momentos perfeitos.

Mas preservar aquilo que é verdadeiro.

Aqui no estúdio Andréa Leal Fotografia, cada ensaio de família e cada ensaio newborn é pensado exatamente assim: como uma forma de registrar essas pequenas cenas que um dia vão contar a história de uma família.

Com carinho,

Andréa Leal.

andrealealfotografia

Eu sou Andréa Leal, e sempre achei importante que a minha fotografia falasse por mim.

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