Por que as crianças lembram das coisas simples?

Se você perguntar a um adulto quais são suas lembranças mais marcantes da infância, provavelmente ouvirá histórias curiosas.

Uma receita feita com a avó.

Uma brincadeira na rua.

Um passeio sem grande planejamento.

Uma noite assistindo filme na sala com a família.

Raramente a primeira lembrança será um presente caro ou um evento grandioso.

E talvez exista uma explicação simples para isso.

As crianças não medem valor da mesma forma que os adultos.

Enquanto nós pensamos em investimento, planejamento e resultados, elas prestam atenção em outras coisas.

Elas percebem o cheiro do bolo saindo do forno.

A música tocando durante uma viagem.

O jeito como alguém segurava sua mão.

As gargalhadas compartilhadas durante uma brincadeira.

São detalhes aparentemente pequenos.

Mas que ajudam a construir uma sensação muito importante: pertencimento.

Quando olhamos para trás, o que mais aquece o coração costuma ser justamente isso.

A sensação de ter sido amado.

De ter participado.

De ter vivido momentos de conexão verdadeira.

Talvez por isso as lembranças mais preciosas da infância quase nunca sejam as mais caras.

São as mais vividas.

Agora que as férias de julho se aproximam, talvez essa seja uma boa oportunidade para desacelerar um pouco.

Não para criar experiências perfeitas.

Mas para criar experiências reais.

Porque existe uma boa chance de que, daqui a muitos anos, seus filhos não se lembrem exatamente do que receberam.

Mas se lembrem perfeitamente de como se sentiram.

E essas costumam ser as memórias que permanecem por toda a vida.

Um abraço,

Andréa Leal.

andrealealfotografia

Eu sou Andréa Leal, e sempre achei importante que a minha fotografia falasse por mim.

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