Fotografar uma criança é entrar no mundo dela

Fotografar uma criança não deveria ser pedir o tempo inteiro: “Olha pra cá.” “Sorri.” “Fica paradinho.”
Porque infância é justamente o contrário disso, é movimento, curiosidade descoberta. É querer tocar, correr, perguntar, mudar de ideia no meio do caminho.

E se tem uma coisas que aprendi fotografando crianças, é que para conseguir uma imagem verdadeira, a gente é quem precisa se adaptar ao mundo delas.

É preciso baixar até a altura delas, dar tempo, observar, conversar, brincar um pouco. Permitir que aquela personalidade apareça antes de tentar construir uma fotografia. Claro que existe direção, existe técnica, existe luz, composição e todo o cuidado necessário para entregar uma fotografia bonita.

E existe algo q precisamos levar em conta que vem antes disso: a criança precisa se sentir segura para ser quem ela é. Quando isso acontece, o sorriso deixa de ser pedido, o gesto aparece sozinho, a expressão muda e a fotografia começa a contar muito mais do que simplesmente como aquela criança era fisicamente. Ela mostra um pouco de quem ela era naquele momento.

Talvez seja justamente isso que eu mais queira preservar quando fotografo uma infância. Não apenas um rosto bonito olhando para a câmera, mas personalidade, o jeito de ser, o movimento. Aquilo que faz cada criança ser absolutamente única.

Porque uma boa fotografia infantil não deveria pedir para a criança caber dentro da fotografia.

É a fotografia que precisa encontrar espaço para caber dentro do mundo dela.

Um abraço,

Andréa Leal.

andrealealfotografia

Eu sou Andréa Leal, e sempre achei importante que a minha fotografia falasse por mim.

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