Janeiro parece ter sido ontem. Mas, de alguma forma, já estamos em junho.
Talvez a maior prova de que o tempo passa rápido não esteja no calendário. Está dentro de casa, na roupa que deixou de servir, no pé que cresceu, na palavra nova que apareceu no vocabulário, na independência que chega aos poucos.
Os dias são longos. Mas os anos continuam surpreendentemente curtos.
Enquanto organizamos compromissos, respondemos mensagens e tentamos dar conta de tudo, a infância segue acontecendo. Discreta. Silenciosa.
Sem avisar que uma fase está terminando. E talvez seja justamente isso que torna tudo tão precioso. A vida não muda apenas nos grandes acontecimentos. Ela muda nos detalhes, na rotina, nas pequenas transformações que só percebemos quando paramos para olhar.
Junho não é apenas o início de um novo mês. É também um convite para desacelerar por alguns minutos e observar, perceber e reconhecer que, mesmo sem grandes eventos, muita coisa já mudou desde o começo do ano.
Porque o crescimento acontece assim. Um dia de cada vez.
Até que, de repente, percebemos que aquela versão dos nossos filhos já ficou para trás. E que a versão de hoje também não ficará para sempre.
Talvez a pergunta mais importante neste início de junho seja:
O que você gostaria de guardar deste momento antes que ele se transforme em lembrança que vai se apagar com o tempo?
Com carinho,
Andréa Leal.
